Entrada gratuita no Inhotim

 O Instituto Inhotim passará, a partir de fevereiro, a disponibilizar um dia na semana de entrada gratuita. A partir de 07 de fevereiro o visitante do Inhotim terá acesso livre e gratuito ao acervo botânico e artístico da instituição, informou um release da assessoria de comunicação do museu. “A decisão de isentar o pagamento da entrada neste dia da semana busca democratizar e facilitar o acesso ao Instituto”, afirmou Roseni Sena, diretora executiva do Inhotim.

Segundo a nota, a expectativa é que esta novidade contribua para aumentar ainda mais o fluxo de visitação. Em 2011 o Inhotim recebeu 248 mil pessoas e desde a sua abertura ao público, a partir de 2006, mais de 769 mil visitantes já estiveram no museu. 

Nos demais dias da semana, de quarta a domingo, a entrada no Instituto custa R$ 20. (Meia-entrada válida para estudantes identificados e maiores de 60 anos). Crianças de até cinco anos não pagam.

 Horário de visitação

Terças, quartas, quintas e sextas-feiras, das 9h30 às 16h30.

Sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 17h30.

 Transporte Saritur

Saída da Rodoviária de Belo Horizonte às 9h (plataforma F2) e retorno às 17h, aos sábados, domingos e feriados. E às 16h de terça a sexta feira.

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Markin Pinta produz nova obra, desta vez, no cemitério municipal

O já conhecido artista plástico brumadinhense Markin Pinta não para de produzir novas obras em Brumadinho. Sempre com um olhar irreverente e moderno, Marquinhos desenvolve seu trabalho artístico em ambientes “pouco usuais” no mundo da arte. Dessa vez não foi diferente. Marquinhos resolveu produzir sua nova obra no cemitério municipal. Mais precisamente no túmulo de seus familiares.

Com essa obra, Marquinhos “desloca” o objeto (neste caso o túmulo) de sua função, que é ser um depositório de mortos, e o utiliza como suporte artístico. Como uma tela. De acordo com Marquinhos, algumas pessoas pensam que esse interesse dele em utilizar objetos relacionados à morte (a exemplo da exposição “Vai mais? Vô…”, onde o artista utilizou uma urna funerária cheia de balas e doces) e deslocá-los para uma “posição” mais lúdica, tem a ver com o fato de o artista ter perdido o pai muito cedo.

“Eles pensam que tem (a obra “Vai mais? Vô…) relação com a morte do meu pai, quando eu perdi meu pai eu tinha 14 anos. Talvez até tenha… eu não sei… mas a minha proposta não é essa. Tanto é que esse túmulo que eu estou pintando aqui não é do meu pai. Estou fazendo no túmulo que é da minha avó, porque agente precisa de autorização para fazer certos tipos de arte, senão vira vandalismo”, explica o artista.

Um dos motivos de Marquinhos para a realização desta obra, também é o fato de o cemitério ser o único lugar em Brumadinho onde não há uma obra ou pintura de sua autoria. “Existem trabalhos meus, principalmente no campo da publicidade, espalhados por Brumadinho inteiro. Só aqui no cemitério é que não tem. Tem apenas minha caligrafia”, diz o artista que já pintou muitos letreiros nos túmulos do cemitério.

 Markin Pinta não sabe qual será a reação das pessoas que passarem pelo túmulo de sua avó, mas é justamente essa infinidade de possibilidades de reações das pessoas que o atrai. “O que vai acontecer aqui hoje, agente não sabe a reação das pessoas. O cemitério é um lugar muito sombrio e com este trabalho de hoje vou trazer um pouco de cor para este lugar, onde as pessoas vão poder passar aqui e ter um sentimento diferente, como foi o do caixão daquela vez. Talvez as pessoas possam ter outro momento de reflexão”, reforça.

No próximo dia 02 de novembro, que é dia de finados, o cemitério vai ficar muito movimentado com os familiares que prestam suas homenagens aos parentes mortos. Essa foi uma das razões para que o artista fizesse sua obra agora, para alcançar o maior número possível de pessoas.

Markin Pinta contou ainda com a ajuda de Philip Arruda, que esteve o tempo todo auxiliando o artista na pintura do tumulo. Philip tem sido o braço direito de Marquinhos em várias de suas obras.

Uma coisa é certa: não dá para prever o que pode sair da mente criativa de Markin Pinta. Não há limites para suas ideias e as possibilidades que ele vislumbra são as mais variadas possíveis.

 

Fotos: Douglas Maciel

Markin Pinta faz performance artística no Restaurante Dona Carmita

Obra do artista faz uma reflexão sobre as queimadas e as relações humanas

O artista plástico brumadinhense, Markin Pinta, promoveu uma performance artística no Restaurante Dona Carmita, no dia 02 de outubro. Marquinhos, como é conhecido, ateou fogo em uma de suas duas telas, a qual ele havia acabado de pintar.

Em uma das telas, Marquinhos desenhou a carvão uma paisagem da primavera, na segunda o artista reproduziu a mesma paisagem, porém em óleo sobre tela. Após o término das duas obras Marquinhos queimou a pintura a óleo e antes que o fogo consumisse toda a pintura ele a apagou e a pregou sobre a tela desenhada a carvão.

Com esse trabalho, Marquinhos representou as queimadas que tem consumido a vegetação das serras de Brumadinho e região. Mas para o artista a reflexão vai além das queimadas. “Minha obra vai um pouco mais longe do que a reflexão apenas sobre as queimadas, ela também reflete as relações humanas, como se quisesse dizer: ‘Não se queime com as pessoas, com seus amigos, com quem você gosta’”, definiu Marquinhos.

Marquinhos ainda tem planos de realizar mais uma de suas obras em Brumadinho. “Esta próxima obra será muito maior que todas as outras”, promete. O artista participou do projeto Pintando na Primavera, que reuniu vários artistas plásticos no Restaurante Dona Carmita em um verdadeiro atelier ao ar livre.

Veja algumas fotos:

Marquinhos e sua esposa Andréia