2016 terá 2ª temporada de “Demolidor”

Marvel e Netflix anunciaram continuidade da série.

Texto originalmente publicado no site Cultura Nerd & Geek.

"Demolidor" é a primeira série da parceria entre Marvel e Netflix (Foto: Divulgação).

“Demolidor” é a primeira série da parceria entre Marvel e Netflix (Foto: Divulgação).

A série “Demolidor” ganhou os fãs de todo o mundo e deve ter prosseguimento em 2016. A série deverá continuar a ser disponibilizada através de streaming para os assinantes da Netflix, que tem se firmado no setor de audiovisual voltado especialmente para a web.

Os 13 episódios da nova temporada deverão ser disponibilizados de uma vez, como aconteceu este ano.

Segundo o site G1, “Demolidor” foi a segunda série mais pirateada em sua estreia, com cerca de 2,1 milhões de usuários fazendo downloads, de 50 países diferentes.

Demolidor teve sua estreia nos quadrinhos do universo Marvel, com estórias viciantes e bem produzidas por verdadeiras “feras” das HQ’s.

Não podemos esquecer, por exemplo, de “a queda de Murdock”, um dos melhores enredos do herói, quando Matt Murdock (o Demolidor) teve sua identidade revelada para o “Rei do Crime”, o que fez de sua vida um verdadeiro inferno.

A estória veio à luz pelas mãos de Frank Miller e David Mazucchelli e foi originalmente publicada na revista “Superaventuras Marvel” em 1986, a “conta gotas”, em sete edições (números 62, 63, 64, 65, 66 e 67, respectivamente).

“A queda de Murdock” ainda contou com a aparição do Capitão América e dos Vingadores, além de mostrar o verdadeiro paradeiro da mãe de Matt em um momento em que o herói está em estremas dificuldades.

No entanto – e como é de se esperar – Matt Murdock dá a volta por cima. Certamente uma das melhores aparições e tramas do “Demolidor: o homem sem medo” no mundo dos quadrinhos. Vamos torcer para que essa nova série também seja assim.

Edições da revista "Superaventuras Marvel", onde foi publicada originalmente no Brasil a "queda de Murdock" em 1986 (Foto: Douglas Maciel, arquivo pessoal).

Edições da revista “Superaventuras Marvel”, onde foi publicada originalmente no Brasil a “queda de Murdock” em 1986 (Foto: Douglas Maciel, arquivo pessoal).

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Cérebro pode suportar congelamento por criogenia

Texto originalmente publicado no site: Cultura Nerd & Geek.

Cena do filme “Prometheus”, em que Elizabeth Shaw (Noome Rapace) está em um “sono criogênico” e sob a vigília do androide David (Michael Fassbender).

Cena do filme “Prometheus”, em que Elizabeth Shaw (Noome Rapace) está em um “sono criogênico” e sob a vigília do androide David (Michael Fassbender).

Parece que o congelamento por criogenia não está presente apenas nas telas dos cinemas. Dois pesquisadores (que infelizmente não pudemos identificar quais, e de qual programa de pesquisa) fizeram experiências com duas minhocas e constataram que o cérebros delas pode “sobreviver” ao congelamento criogênico.

A pesquisa se deu da seguinte maneira: as duas minhocas foram “ensinadas” a se moverem para determinados locais por estímulo do cheiro de óleo de amêndoas. Depois, as minhocas foram congeladas em uma solução criogênica a base de glicerol. Após serem descongeladas, as minhocas não só foram reanimadas, como também não “esqueceram” de seu “treinamento” anterior.

Certamente, essa experiência foi um grande passo para o desenvolvimento da criogenia (mesmo que tenha sido feito com minhocas). No entanto, a divulgação dessa pesquisa levou para o centro da discussão o debate sobre a ética no – possível – congelamento criogênico de corpos humanos. Fato é que o ser humano continua querendo dar um jeito de driblar a morte.

Diversos filmes do universo Geek já utilizaram a criogenia em seus enredos. Um exemplo é o filme “Prometheus” (escrito por John Spaihts e Damon Lindelof, e dirigido por Ridley Scott), onde a tripulação de uma nave estelar viaja em um “sono criogênico” enquanto um androide monitora a viagem.

A criogenia – no contexto em que apresentamos aqui – é um ramo de pesquisa que estuda tecnologias para a produção de baixas temperaturas, de forma a preservar “corpos” por tempo indeterminado e, depois, reanimá-los, sem prejuízos para suas estruturas físicas e cerebrais.

Um barco à deriva

A impressão que se tem ao observar os rumos do governo municipal é a de que este se assemelha a um “barco à deriva”. Vagueia sem rumo definido, ora indo para um lado, ora a outro. A princípio, pode-se enumerar, pelo menos, quatro razões para que um barco fique à deriva. O primeiro deles é a inexistência de um “capitão”. A “tripulação” não sabe o que fazer, nem a quem obedecer, por não existir uma “figura” central que detenha voz de comando na embarcação.

A segunda razão é a ausência de uma “bussola” que aponte o “norte” e oriente o rumo a seguir. Sem tal instrumento pode-se até saber onde se quer chegar, mas não qual direção tomar para ter êxito.

A terceira razão é a inexistência de um “leme”, instrumento bem pequenino, mas essencial para conduzir o barco. Talvez tenha-se quebrado, ou mesmo nunca tenha sido usado.

Finalmente, a quarta razão, que talvez seja a mais próxima da realidade, é o “motim”. Motim é uma revolta da tripulação que não concorda com o rumo traçado (por não ser o caminho que todos querem tomar), pela insatisfação com aquele que detém o poder de comando, o “capitão”, ou ainda por se sentirem oprimidos com o “peso” das ordens recebidas.

Talvez seja uma dessas razões (ou mais de uma delas) que tenha feito com que o vice-prefeito de Brumadinho, Breno Carone, entrasse com uma denúncia contra o prefeito na Câmara Municipal. Um motim que possui seus motivos. Seja pelo alijamento que Carone afirma estar sofrendo por “não concordar com as atitudes da administração atual” ou por outro que não conhecemos.

No entanto, a razão pela qual Carone tem se orientado para denunciar seu companheiro de chapa, de campanha e de governo perde um pouco da importância frente às provas apresentadas em sua denúncia. São, a princípio, quatro denúncias. Duas delas já de amplo conhecimento da população/tripulação: o pagamento indevido de gratificações a servidores públicos contratados, em desacordo com a legislação; e diversos requerimentos de Vereadores que, ou não foram respondidos, ou foram respondidos fora do prazo previsto em Lei. Essas duas denúncias já foram apresentadas por Guilherme Morais anteriormente na Câmara, mas não foram acatadas na época em razão de “vicio jurídico” na aquisição das provas apresentadas.

As duas novidades são: o estouro da folha de pagamento, que segundo informações da própria Prefeitura estaria (com o aumento de 6% aprovado pela Câmara) no limite de 53,9% da receita corrente líquida. Aqui vale informar que, segundo a Lei, ultrapassados 51,3% a prefeitura já fica automaticamente impedida de uma série de atos administrativos como a concessão de aumentos, reajustes ou adequação de remuneração e o impedimento da criação de cargo, emprego ou função, entre outras coisas. Deve ser por isso que o concurso público da Guarda Municipal ainda não empossou ninguém.

A segunda novidade é a quantidade de cargos a mais na prefeitura a despeito do que está estipulado na Lei. A própria prefeitura publicou no “portal da transparência” (nome irônico, é verdade) o quadro de servidores. Se comparada esta lista disponibilizada pela Prefeitura com o que está previsto na Lei 2.142/2015 percebe-se que vários cargos possuem mais servidores que vagas. Como exemplo – e de acordo com a denúncia de Carone – o anexo da Lei 2.142/2015 prevê a existência de 20 vagas para o cargo de “analista da administração”, porém, segundo a relação da prefeitura, existem 49 “analistas da administração” no município, 29 a mais do que o previsto na Lei. Esse é apenas um dos 9 cargos onde há mais servidores que vagas.

A denúncia feita na Câmara veio acompanhada de vasta documentação e colocada para apreciação dos Vereadores na Reunião Plenária do dia 28 de maio. Uma maioria apertada, de 7 vereadores, votou pelo recebimento da denúncia e 6 Vereadores pelo arquivamento. Por se tratar de votação onde, para ser acatada, a denúncia precisa da maioria absoluta (9 Vereadores), a denúncia foi arquivada. Segundo Carone, a denúncia também foi protocolada no Ministério Público municipal.

A aparente calmaria que se estabeleceu nos mares por onde vagueia a nau desorientada do Executivo, no entanto, não é sinal de que tudo está bem, pois, segundo a “meteorologia”, novas tempestades estão por vir… veremos…