Jo Nesbo: a nova cara dos romances policiais

Vou me referir ao texto de Jo Nesbo como romance policial porque, na verdade, não saberia que outro nome dar. Devo reconhecer que nunca tinha ouvido falar de Nesbo antes de ler uma resenha no jornal Folha de São Paulo sobre o livro “O Leopardo”. Guardei aquele título na cabeça, já que a resenha era extremamente elogiosa ao estilo e vigor literário dessa nova promessa norueguesa da literatura.
Por fim um dia, numa livraria de Belo Horizonte, dei de cara com “O Leopardo” e decidi me aventurar em sua leitura. E o que se deu foi uma grata surpresa. Rapidamente devorei suas 599 páginas. A resenha da Folha não foi tão exagerada como pensei.
O livro, publicado pela Editora Record em sua primeira edição conta a história de um detetive problemático (Harry Hole) que é convencido a deixar Hong Kong – onde se chafurdava no vício e na auto-punição – para voltar à Noruega, a fim de prender um serial kiler que estava aterrorizando a cidade de Oslo.
É interessante que Nesbo consiga inserir vários elementos, como disputas políticas, no contexto da história, além de muitas reviravoltas que nos deixam sempre com a atenção presa ao desenrolar da trama.
É claro que surgem alguns clichês, como a notável capacidade de observação de Hole (ao estilo Holmes), sua postura de anti-heroi e um discreto triângulo amoroso. Mas nada que comprometa a qualidade da obra. Não é atoa que “O Leopardo” se tornou um best-seller com mais de 254 milhões de livros vendidos.
Para quem gosta de romances policiais é um prato cheio.

O Leopardo

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