Rua de Brumadinho alaga com 10 minutos de chuva

Imagem do vídeo postado no site YouTube (créditos: Canal do Betoasdfg)

Bastaram 10 minutos de fortes chuvas para inundar a rua Reynaldo Pinto Vieira, no bairro Silva Prado, causar transtornos a pedestres e motoristas, além de risco de acidentes. O córrego Bananal transbordou e alagou a rua depois da forte chuva que caiu na tarde do dia 7 de dezembro.

Vários vídeos foram postados no site YouTube e mostraram carros e pedestres passando pela rua alagada. Em um dos vídeos dá para notar nitidamente uma adolescente andando bem na beira da rua cheia de água correndo o risco de cair no canal do córrego Bananal, no trecho em que ele não é coberto. Dá até para ouvir as pessoas gritando: “vai cair aí moça! Se ela cair já era!”

demonstra a insuficiência da infra-estruturar de escoamento superficial no bairro. É sabido que a água acaba por acumular no ponto mais baixo causando estes alagamentos repentinos, principalmente durante fortes pancadas de chuva.

Talvez seja preciso repensar a drenagem pluvial de Brumadinho e a expansão urbana que, querendo ou não, acaba por agravar estes problemas em razão da impermeabilização dos solos por asfaltamentos e construções que não levam em conta a pluviosidade na região. Ainda mais agora que tem se multiplicado os asfaltamentos no município.

Brumadinho e Rio Manso pedem compensação ambiental da Copasa

Moradores e lideranças políticas de Brumadinho e Rio Manso pediram compensação ambiental da Copasa pelos impactos sócio-ambientais causados quando da construção do reservatório de Rio Manso, que abastece cerca de 30% da população da capital mineira. O pedido foi feito durante Audiência Pública realizada na Assembléia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) no dia 29 de novembro. O requerimento para a realização da audiência foi feito pelo Deputado Célio Moreira que disse que a população discorda da forma como a Copasa tem atuado na região. O deputado disse ainda que providências imediatas devem ser tomadas para mitigar os impactos socioambientais causados pela empresa.

O presidente da Câmara Municipal de Brumadinho, Leônidas Maciel, participou da audiência e reivindicou tratamento de esgoto e abastecimento de água tratada gratuitos para a comunidade de Conceição de Itaguá. Já o presidente da Câmara Municipal de Rio Manso, Altivinho Valdeli Baeta reclamou que o município sofre com cortes freqüentes no fornecimento. Segundo o vereador Rio Manso chegou a ficar quatro dias inteiros sem água.

O superintendente de Meio Ambiente da Copasa, Tales Heliodoro reconheceu os problemas socioambientais causados pela empresa nas comunidades e disse que a Copasa está estudando medidas junto as prefeitura de Brumadinho e Rio Manso para minimizar os problemas.

Para o coordenador regional das Promotorias de Justiça do Meio Ambiente das Bacias dos Rios das Velhas e Paraopeba, Carlos Eduardo Ferreira Pinto, os municípios devem fazer um levantamento dos impactos socioambientais e entrar com uma ação civil pública, caso não se sintam atendidos pela Copasa. O promotor sugeriu ainda  que a Superintendência Regional de Regularização Ambiental (Supram)/Central elabore relatório para verificar o cumprimento das condicionantes ambientais para o empreendimento e que seja encaminhado ao Ministério Público de Brumadinho um pedido para apurar o passivo ambiental na região.

Autoridades de Brumadinho e Rio Manso estiveram presentes à Audiência Pública

Copasa investigada

A empresa conseguiu, no ano passado, a licença para o funcionamento do sistema Rio Manso, que abrange os municípios de Brumadinho e Rio Manso e deveria cumprir 33 condicionantes impostas pelos órgãos ambientais, entre elas o esgotamento sanitário de algumas comunidades da região. O ministério público estadual (MP) teria recebido denúncias de que a Copasa não estaria cumprindo as condicionantes.  De acordo com o promotor do Meio Ambiente, Carlos Eduardo Ferreira, já existe uma investigação em andamento. “Recebemos informações de que algumas condicionantes não estão sendo cumpridas pela Copasa. Então nós requisitamos ao órgão ambiental uma fiscalização para que aponte por meio de um relatório se as condicionantes estão sendo cumpridas mesmo”, afirmou o promotor.

Segundo a Copasa, apenas oito condicionantes estão em fase de estudo e o restante já foi cumprido. De acordo com o superintendente de Meio Ambiente da Copasa, Tales Heliodoro, foi proposto construir fossas sépticas na região, mas os moradores não quiseram. A população reivindica o tratamento do esgoto na região, o que é muito caro. “A colocação do esgoto dinâmico é extremamente caro, precisa-se criar uma estação de tratamento de esgoto, um lugar para receber os restos deste esgoto. As pessoas estão preocupadas com a porta da casa delas. A Copasa está preocupada com a região toda”, afirmou.