Inhotim realizará Semana do Museu

Fonte: Release Instituto Inhotim

O Instituto Inhotim realizará, entre os dias 17 e 22 de maio, a comemoração à 9ª Semana Nacional de Museus. O tema do evento será Museu e Memória. Em Brumadinho, as atividades acontecem no Instituto Inhotim, e também na Praça da Rodoviária, no centro da cidade. As ações foram preparadas pelas equipes de Arte e Educação, Educação Ambiental e Inclusão e Cidadania.

Entre as atividades previstas para acontecer destacam-se o Ciclo de Debates no Teatro Inhotim, a exibição de vídeos com depoimentos de moradores da cidade e a exposição de espécies relevantes do acervo botânico, que reunidas revelam a evolução e riqueza botânica da coleção.  Além destas ações, o público poderá participar de oficinas, visitas Temática Ambiental, Panorâmica e Temática Artística. No dia 22, haverá apresentação de banda tradicional do município de Brumadinho seguida de bate-papo com os integrantes e a platéia.

A Semana Nacional de Museus foi criada em 2003 e, desde então, já conta com mais de nove mil eventos em todo o país. O evento tem se tornado um efetivo instrumento de divulgação dos museus ao convidar todos os brasileiros a refletir, discutir e compartilhar experiências sobre temas da contemporaneidade.

No teatro Inhotim e área do Café serão discutidas as ações desenvolvidas pelas áreas de Arte e Educação, Inclusão e Cidadania e Educação Ambiental, com base nos temas Museu e Memória, Sociedade e Memória, Arte e Memória e Ambiente e Memória. As inscrições para o Ciclo de Debates podem ser feitas pelo telefone (31) 3223.8224. O valor da entrada no Inhotim custa R$20,00 e todas as atividades da programação serão gratuitas. Aqueles que se inscreverem para o Ciclo de Debates será garantida entrada gratuita.

Confira abaixo a programação da Semana dos Museus no Inhotim:

Ciclo de debates no Teatro Inhotim e área do café, às 14h:

17/05, terça-feira

Tema: Museu e Memória

18/05, quarta-feira

Tema: Sociedade e Memória

19/05, sexta-feira

Tema: Ambiente e Memória

Palestra: “Herbários no Brasil e no mundo: documentando nossa diversidade vegetal”, proferida pelo Dr. Pedro Viana, curador residente do Jardim Botânico Inhotim.

20/05, quinta-feira

Tema: Arte e Memória

 

Memória em Cena

Em três espaços expositivos no Tamboril, o público será convidado aà reflexão, debate e à construção da memória em um ambiente rico em documentos, imagens, vídeos, textos e objetos que revelam parte da memória do Inhotim e da comunidade de Brumadinho, bem como sua construção e evolução.

 

Ambiente 1: Fragmentos de Memórias – Inclusão e Cidadania

Na sala Macaúbas haverá exibição de vídeos com relatos de memória dos moradores de Brumadinho.

Ambiente 2: Memórias de um acervo botânico – Educação Ambiental

O público irá conferir a exposição de exsicatas (plantas desidratadas, prensadas em cartolina e organizadas e guardadas em um herbário), fotos do jardim ilustrando a construção e manutenção paisagística do Inhotim, exposição de espécies botânicas do acervo do Jardim Botânico Inhotim e projeção de vídeos sobre a confecção de exsicatas, programas socioambientais do Núcleo de Educação Ambiental Inhotim e herbários do Brasil e do mundo.

Ambiente 3: Arte e Educação: Alimento e Memória

Na sala Tamboril, será montada uma mesa de banquete onde estarão em exposição no lugar dos utensílios, todos os produtos produzidos pela equipe de Arte e Educação ao longo dos anos.


Oficinas de exsicatas

Promovida pela equipe de Educação Ambiental a oficina vai permitir que o participante conheça um pouco mais sobre o trabalho desenvolvido nos herbários e a importância científica e pedagógica desses espaços. O grupo também colocará a mão na massa ao montar sua exsicata, por meio de uma divertida dinâmica de identificação do material botânico e desidratação do material. A atividade acontece ao pé da árvore Tamboril.

19/05 – quinta-feira

Horário: 10h30 às 12h30

21/05 – sábado

– Horário: 10h30 às 16h30

Ação Convite – Máquinas de registro

O visitante poderá ser surpreendido no espaço do Inhotim por uma exibição itinerante de vídeos curtos.

Visitas

Visita Panorâmica

Visita conduzida por um arte educador e um educador ambiental que tem como objetivo conversar com o visitante sobre o espaço do Inhotim por meio dos dois acervos.

17/05 a 22/05 – terça a domingo

Horários -11h e 14h

Partida: Recepção

Visita Temática artística

Visita conduzida por arte educadores à luz do tema Registros na Arte Contemporânea.

21/05 e 22/05 – sábado e domingo

Horário: 15h

Partida: Recepção
 

Visita Temática Ambiental – Memórias de um jardim

Visita conduzida por educadores ambientais à luz do tema “Memórias do Jardim”. Os participantes são convidados para uma conversa recheada de lembranças compartilhadas, experiências de vida, fotografias e reflexões trazidas a partir da experimentação do jardim.

21/05 e 22/05 – sábado e domingo

Horário – 10h30 saindo da Recepção e 14h30 saindo do Tamboril

 

Memória e Imagem: história em fragmentos

Esta ação é um convite aos moradores de Brumadinho, visitantes e funcionários para que participem da constituição do acervo do Centro de Memória por meio dos empréstimos de fotografias antigas do município e região. A ação será realizada na Praça da Rodoviária em Brumadinho e na Galeria Praça no Inhotim simultaneamente. Com o objetivo de mediar o processo e oportunizar reflexão, a ação será aliada à metodologia conceitual e mobiliário da Estação de Trabalho.

17/05 a 20/05

Horário: 10h às 16h

Local: Praça da Rodoviária em Brumadinho e no Inhotim simultâneamente

 

Encerramento

Apresentação de banda tradicional do município de Brumadinho seguida de bate-papo com os integrantes e a platéia.

22/05

Horário: 15h

Local: ao pé da árvore Tamboril

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Americanos já não pensavam tanto assim em Bin Laden?

O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal O Estado de São Paulo em Nova Iorque, diz em vídeo publicado no portal online do jornal que o clima entre os nova-iorquinos não é de “copa do mundo” pela morte do líder da Al Qaeda.

Segundo Chacra, a multidão que está festejando no Grau Zero, em Manhatan, é composta em sua grande maioria por turistas e jornalistas e não necessariamente por cidadãos nova-iorquinos. De acordo com Chacra os americanos comemoraram sim a morte de Osama, porém, não da maneira como foi colocada pela grande mídia brasileira.

Chacra ainda diz que se o governo americano tivesse pegado Bin Laden em 2002 provavelmente haveria uma comemoração típica de “copa do mundo”. Mas depois de 10 anos a ferida deixada por Bin Laden já cicatrizou muito e os americanos, na realidade, nem pensam tanto assim em Osama.

De toda maneira, com a “suposta” morte de Osama, Obama tem conseguido elevar seu grau de satisfação entre os americanos.

Confira o vídeo no endereço: http://tv.estadao.com.br/videos,CHACRA-OS-AMERICANOS-JA-NAO-PENSAVAM-TANTO-ASSIM-EM-BIN-LADEN,136960,259,0.htm

Ganhando corações e mentes

Definir de forma concisa, com exatidão e clareza o que é jornalismo seria como submeter seu conceito a sua própria maneira de descrever o mundo: com rapidez e precisão. O jornalismo é dinâmico e exige de quem o escolhe como ofício rapidez e capacidade. O jornalismo é o ofício do agora.

Clovis Rossi em seu “O que é jornalismo” diz que jornalismo é uma batalha pela conquista das mentes e corações de seus leitores, telespectadores e ouvintes, ou seja, uma luta pela conquista do público e para que seu público cresça e alcance mais “mentes e corações”. Nesse sentido, os veículos de comunicação têm uma grande responsabilidade nas mãos: são formadores de opinião e interferem diretamente no modo como os leitores vêem o mundo.

Nessa busca incessante surge o mito da objetividade. A imprensa deveria primar pela sua neutralidade e publicar tudo o que ocorresse e deixar que o próprio leitor tire suas conclusões do que aconteceu. Porém esta objetividade, segundo Clovis Rossi, seria algo impraticável. Jornalistas possuem sua própria maneia de ver o mundo e acabam por transmitir isso em suas reportagens. Esse mito da objetividade gerou outra postura adotada pelos meios de comunicação: a lei dos dois lados. Ouvir sempre os dois lados da história, o que é muito louvável, porém não garante a apresentação da verdade para o leitor, pois os dois lados podem estar mentindo.

Dessa forma o jornalismo passa por mais uma série de conflitos dentro e fora das redações, nas coletas de informações, apurações e interesses de todo tipo, tanto de jornalistas e de veículos quanto de empresários, políticos e religiosos. Ser jornalista é estar na corda bamba.

Segundo o jornalista, pesquisador e professor universitário, Valdir de Castro Oliveira, o jornalismo se aproxima de todas as escritas ou narrativas, como as narrativas literárias e históricas. Todas as narrativas fazem referência a fatos e acontecimentos. O que difere o jornalismo das outras narrativas, embora exista a proximidade com todas, é que o jornalismo trabalha com discursos de atualidade. “É importante que o fato narrado tenha uma importância, uma relevância para o cidadão, não importando, necessariamente, se o fato é passado ou presente”, diz.

Valdir faz uma analogia à atualidade da notícia: Se se pensava que um determinado Faraó não tinha filhos e depois se descobre que o mesmo Faraó na verdade tinha 10 filhos, essa descoberta passa a ser uma notícia atual (a descoberta histórica) e de interesse para um público (historiadores e arqueólogos), mesmo sendo referente a um acontecimento passado (a vida do Faraó).

Outra questão importante no jornalismo, segundo Valdir, é a universalidade. Procura-se atingir o maior número possível de pessoas que constituem o público da notícia. “O que interessa não é o que os jornalistas pensam, mas o fato que vai ser relatado e que deve ter o valor da universalidade. Com isso se perde um pouco a idéia capciosa de que você pode fazer da notícia o que você bem quiser”.

A periodicidade também é um ponto importante no jornalismo. “O jornalismo vai e volta, e nesse vai e volta dele que se cria um padrão cognitivo nos leitores que é uma geografia mental sobre o que é um veículo de comunicação, seja internet, jornal impresso, rádio, televisão ou o antigo jornalismo cinematográfico. Publicar um único exemplar de um jornal não o caracteriza como sendo jornalismo” afirma.

O bom jornalista deve perceber a proximidade do jornalismo com as várias linguagens escritas sem perder de vista a especificidade do que é jornalismo. Deve mesmo trabalhar a estética do texto jornalístico mesmo não sendo literatura. Há de se salientar que o jornalista está inserido no meio onde aconteceu a notícia, ele colhe relatos, apura fatos, sente o drama social da notícia que está prestes a narrar. Sendo assim, um de seus desafios é também passar para o leitor o sentimento vivido na apuração da notícia. “Se o jornalista não tem a técnica do texto, não tem a sensibilidade do humano e não tem ética, ele não dá conta de fazer esse jornalismo”, ressalta Valdir.

Outro problema é a burocratização da notícia e da narrativa jornalística onde os jornais se preocupam mais com os espaços ocupados pela notícia do que com o teor, a relevância ou a extensão do fato que será narrado. O jornal tem deixado de lado a questão da sensibilidade, transformando os jornalistas em garotos de recado sem dar espaço para a humanização da notícia.

Por fim, o que deve presidir todo o relato jornalístico é a técnica do bom texto, incluindo a dramaticidade e as diversas vozes da sociedade. Assim como a questão estética do texto, que é fundamental, e a questão ética do texto. “O jornalista jamais pode perder essas três dimensões: ética, técnica e estética. A partir do momento que ele perde essa referência, quem realmente perde é o próprio jornalismo” finaliza Valdir.

A mentira do século?

Fico me perguntando: posso confiar no noticiário? Na agenda pública estabelecida pela mídia internacional? Posso mesmo levar a sério uma declaração de Washington?

Agora o mundo está extasiado com a suposta morte do líder terrorista Osama Bin Laden, mas será que devemos dar tanto crédito a esta notícia dada pela Casa Branca?

Perdoem-me os que botam a mão no fogo pelas palavras de Obama, mas acho que não foi o fim de Osama (ou o seu fim já aconteceu há muito tempo e por outras causas que não os ataques americanos). Um país que usou o pretexto de armas químicas e biológicas para invadir o Iraque e que, vergonhosamente, ficou constatada que a existência de armas de execução em massa era uma grande MENTIRA, agora está querendo nos empurrar à morte do líder da Al Qaeda. Será?

Osama Bin Laden / imagem da internet

Além do mais o que fizeram com o corpo? Jogaram no mar! Destruíram qualquer possibilidade de contraprova a morte do líder islâmico. Porque será?

Pergunto-me porque o homem mais procurado do mundo iria viver despreocupadamente em uma mansão na cidade de Abbottabad, que é uma cidade turística e conseqüentemente bem movimentada, no Paquistão! Todo mundo sabe que o Paquistão é aliado dos EUA, porque Osama iria se esconder ali? Eu não entendo.

Mapa do Paquistão

Além do mais Abbottabad fica a 50 km de Islamabad que fica a centenas de quilômetros do mar, onde supostamente os americanos jogaram o corpo de Osama. Então quer dizer que o exercito americano atravessou todo o espaço aéreo paquistanês para jogar o corpo de Osama no mar? Pra que tanto trabalho? Além do mais, no Islã, não se usa funerais no mar. O corpo deve ser enterrado o mais rápido possível. Se os EUA queriam tanto dar um funeral ao líder da Al Qaeda nos moldes do Islã, porque jogá-lo no mar? Será que havia um Imã (líder espiritual muçulmano) acompanhando o funeral como manda a tradição?

Sinceramente, esta história está muito mal contada.